Crise de ansiedade: o que fazer na hora

Começa sem aviso. O coração dispara, o ar parece que não entra inteiro, as mãos formigam e vem a certeza de que algo muito grave está acontecendo agora. Muita gente vai parar no pronto-socorro achando que é o coração, faz todos os exames e ouve que está tudo normal.

Ouvir que está tudo normal alivia por alguns minutos e depois incomoda, porque não explica o que você acabou de sentir. Então vale dizer de outro jeito: exames normais não significam que não aconteceu nada. Significam que o que aconteceu foi um alarme disparando sem incêndio.

Como costuma ser

O pico costuma chegar rápido, em poucos minutos, e depois começa a descer sozinho. Isso é o mais importante de lembrar no meio da crise: ela sobe, chega no topo e desce. Nenhuma crise fica no topo para sempre.

O que fazer nos primeiros minutos

O que costuma atrapalhar

Depois que passa

O cansaço que vem em seguida é real: o corpo trabalhou muito em pouco tempo. Precisar do resto do dia mais devagar não é frescura.

Nas horas seguintes, anote o que veio antes: onde você estava, no que estava pensando, como andaram o sono e a comida naquele dia. Não é para achar culpado. É que as crises costumam ter um padrão, e o padrão só aparece quando está escrito.

Quando procurar avaliação

Procure um médico se for a primeira vez, se a dor no peito for forte, ou se algo parecer diferente das outras vezes. Dor no peito merece ser avaliada em vez de atribuída à ansiedade de antemão.

E se as crises se repetem, ou se você já organiza a rotina em volta do medo de ter outra, vale conversar com um profissional. Isso responde bem a acompanhamento, e quanto antes, mais simples.

Quando não dá para contar a ninguém

Muita gente passa por isso caladíssima, porque contar parece exagero e porque explicar já dá trabalho. Só que segurar sozinho costuma deixar a próxima maior.

Se agora não tem para quem contar, escreva. Uma frase basta: o que você sentiu e onde estava. Escrever tira aquilo do circuito fechado da cabeça e coloca em algum lugar onde ocupa menos espaço.


Se tem algo que você vem carregando calado, escrever sem colocar seu nome é um jeito de pousar isso.

Confesso — escreva no anonimato e seja acolhido

Se o peso não passa, por favor não carregue sozinho.
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